Qualquer máquina chulé de café ou refrigerante dá troco. A Lei 6075 de 1988 estabelece que o usuário do transporte coletivo de Porto Alegre que efetuar o pagamento da tarifa com um valor múltiplo de até 20 vezes o preço da mesma, deverá receber seu troco, ou ser, no caso do trocador não tê-lo, este será isentado do pagamento.
O vereador Waldir Canal apresentou o PLL (Projeto de Lei do Legislativo) n° 66/2009 que amplia a Lei do Troco. O Projeto dispõe sobre o fornecimento de troco nos pagamentos efetuados em dinheiro na compra de produtos, na prestação de serviços e no transporte coletivo.
Em Porto Alegre, a “Área Azul” foi instituída pela Lei 6002/87, que cria o estacionamento rotativo, visando uma melhor ordenação dos veículos, democratização do espaço público através da delimitação de tempo de permanência num determinado local da via pública.
Eu concordo com isso. Estacionar em lugares como o centro de Porto Alegre é sempre um exercício de muita paciência. Assim, o centro de Porto Alegre foi tomado por parquímetros – uma maquininha arrecadadora, onde o usuário deposita moedas e recebe um ticket indicando o tempo que deverá permanecer naquela raríssima vaga.
Se o usuário não colocar a moedinha na máquina, não precisa se preocupar. Feche o carro e saia. Na volta encontrará uma multa da EPTC – Empresa Pública de Transporte e Circulação, que, cala a boca de qualquer privatista, pois, diga-se de passagem, é uma Estatal que funciona que é uma beleza.
Eu sou uma pessoa que, mesmo tendo carro, uso o transporte coletivo para ir trabalhar, exceto quando, por algum motivo muito forte, eu necessite sair de carro. Quando o faço, de modo geral, deixo o carro num estacionamento fechado.
Hoje, foi um destes dias. Tive um seminário, para o qual precisei transportar equipamentos. Por isso, fui de carro. Mas, porque tinha que me deslocar por diversas vezes, não o coloquei em estacionamento privado. Encarei a maquininha.
Num destes deslocamentos, tive uma sorte gigantesca e encontrei uma vaga na Rua General João Manoel, entre a Riachuelo e a Rua dos Andradas. Minha permanência seria de, no máximo, uma hora. Talvez, com algum exagero, uma hora e quinze minutos. Acontece, que eu não tinha moedas para colocar na maquininha arrecadadora. Também não queria fechar o carro e sair, para na volta ser vítima da caneta implacável da EPTC.
Então, procurei a pessoa que cuida daquela área, ou seja, aquela que notifica se eu estou cumprindo a Lei da “Área Azul”, ou não. Está aí outra tarefa difícil, encontrar a tal pessoa. Mas, eu estava com sorte, mesmo. Encontrei a moça. Informei para ela que eu tinha apenas uma cédula de R$ 2,00 (dois reais), mas que gostaria de efetuar o pagamento de R$ 1,00 (um real), pois minha permanência seria de apenas uma hora.
A moça me disse: Então vá procurar troco, pois a máquina só aceita moedas e não dá troco. E nem eu. Se tu quiseres, eu posso colocar os R$ 2,00 (dois reais) com meu cartão, mas troco eu não dou.
A única alternativa foi pagar os R$ 2,00 (dois reais) e utilizar apenas R$ 1,00 (um real).
Olha, eu poderia tecer diversos comentários sobre o assunto. Mas, não vou. Deixo isso para vocês, pois minha esofagite ulcerada se altera com meu estado nervoso.