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Abnegação

Postado por Soninha | Marcadores: | Posted On sábado, 22 de janeiro de 2011 at 09:09

O acidente o deixaria tetraplégico e inconsciente para sempre, além de matar a mulher por quem ele lhe havia trocado alguns meses antes.

Mesmo assim, ela juntou toda sua força, correu para o hospital e avisou a todos que, pelo resto de seus dias, iria cuidar daquele homem que tanto amava.

Assim procede há anos, com devoção singular, mesmo sabendo que sua afeição não era e nem será correspondida.

Quero ver todo mundo cantando...

Postado por Soninha | Marcadores: , , , , | Posted On sexta-feira, 21 de janeiro de 2011 at 01:04

Abaixo escute, aprenda e cante com o Império da Zona Norte e com a Imperatriz Dona Leopoldina (Escolas que eu vou desfilar) os Sambas Enredo de 2011

Portugal, terra mãe gentil deste gigante chamado Brasil
Dona Leopoldina caminha pelo Paraíso. Foz do Iguaçu: Destino do Mundo!

Observar os sinais

Postado por Soninha | Marcadores: , , , | Posted On at 00:47

Aquele empurrão significava apenas que ele a amava e, de tanta veneração, não suportava nem imaginar a hipótese de não tê-la. Então relevara o empurrão. Era uma demonstração de amor todo aquele ciúme.

Depois, começaram as palavras duras. De tanto amor que ele tinha por ela, acabava vendo chifre em cabeça de cavalo. Qualquer movimento lateral de seu rosto podia significar um olhar destinado a outro homem. E, mesmo sem empurrá-la, desferia-lhe golpes de palavras. Doíam mais do que aquele empurrão. Mas, só um amor tão grande poderia fazê-lo tão inseguro. Então, relevara as palavras.

Num dia, apareceu na reunião dos amigos – todos casais – um novo personagem. Logo ele notou, supôs, imaginou que ele havia olhado para ela e, o pior, havia sido correspondido. Bastou para arrancá-la da confraternização com movimentos bruscos, apertando-lhe o braço.

Ao chegar em casa, o empurrão e as palavras duras já faziam companhia um ao outro. Mas, não satisfeito, ele a esmurrou no rosto, fazendo-lhe jorrar o sangue. Era amor. E, mais uma vez, ela relevou, mesmo tendo que passar uma semana escondida do mundo, até que o inchaço se desfizesse e os hematomas se desmanchassem.

Era tanto amor que ele sentia por ela, que chegou imaginar que ela teria recebido na cama onde dormiam um outro homem. Um não. Vários.

Então, num momento destas fantasias daquele ser que tanto amor continha, escoltado de álcool e drogas, ele chegou em casa e, ao vê-la dormindo, empunhou a adaga de cozinha e desferiu-lhe muitos golpes, desfigurando completamente aquele rosto e aquele corpo que ele tanto amara e que relevara seus atos de “amor”.

No ritmo

Postado por Soninha | Marcadores: , , | Posted On terça-feira, 18 de janeiro de 2011 at 16:02

Antes que fosse tarde...

Postado por Soninha | Marcadores: | Posted On segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 at 09:00

Ele percebera que havia sido um grande erro ter partido, então, antes que o tempo passasse longe dela, resolveu retornar, pedir-lhe desculpas e entregar-se de corpo e alma à felicidade. Não, não era nenhuma humilhação pedir perdão. Tampouco, orgulho algum poderia ter mais valor do que uma vida de alegria e felicidade ao lado da mulher amada. Nada valia mais do que dormir e acordar ao lado dela todos os dias, sem que o remorso lhe pegasse de surpresa. Então, celebraram bodas de felicidade, uma vida inteira de companheirismo, cumplicidade e amor. Quando ela se foi, ele debruçou-se sobre o caixão, beijou-lhe os lábios e suas lágrimas molharam o rosto dela. E ele disse baixinho: “Obrigado pela felicidade de toda a vida ao teu lado, meu amor!”.

As histórias podem ser de um jeito ou de outro. Depende da atitude.

Tarde demais

Postado por Soninha | Marcadores: | Posted On domingo, 16 de janeiro de 2011 at 13:45

Ela passou duas décadas esperando que ele retornasse e lhe promovesse a extrema felicidade. Era muito pouco o que ela ambicionava: um beijo e uma frase que lhe declarasse amor. Finalmente este dia chegara, mas ela não conseguiu sentir a emoção que lhe invadia a alma toda vez que imaginava o regresso dele. Mesmo assim, ele debruçou-se sobre o caixão onde ela jazia fria e imóvel, beijou-lhe os lábios, disse-lhe o tão sonhado “eu te amo” e lhe molhou o rosto com as lágrimas que verteu de seus olhos com a pura compunção pelo tempo perdido.